segunda-feira, dezembro 11, 2006

Corrigindo Ditos e ditados

Muitas vezes falamos frases que estão na boca do povo..... mas o problema é como chega....
vamos lá!!!
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão... Enquanto o correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão...
No popular, se diz: Cor de burro quando foge. O correto é: Corro de burro quando foge!
Outro que no popular todo mundo erra: Quem tem boca vai a Roma. O correto é: Quem tem boca vaia Roma.
E ainda: É a cara do pai escarrado e cuspido. É o que se fala quando alguém quer dizer que o filho é muito parecido com o pai. O correto é: É a cara do pai, em Carrara esculpido. Carrara é um tipo de mármore extraído na cidade de Carrara, na Itália.
Mais um famoso: Quem não tem cão, caça com gato... O correto é: Quem não tem cão, caça como gato... Ou seja, sozinho!!!
Mais uma: "FAZER NAS COXAS". As primeiras telhas dos telhados nas casas aqui no Brasil eram feitas de argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido aos diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.
Mais essa aqui: "VOTO DE MINERVA". Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
"CASA DA MÃE JOANA". Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade de Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão "casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
"CONTO DO VIGÁRIO". Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro. O negócio era o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias e o bichinho teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, "conto do vigário" passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
"FICAR A VER NAVIOS". Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.
"NÃO ENTENDO PATAVINA". Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Sendo assim, "não entender patavina" significa não entender nada.
"DOURAR A PÍLULA". Antigamente, as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão "dourar a pílula", então, significa melhorar a aparência de algo.
"SEM EIRA NEM BEIRA". Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. "Não ter eira nem beira" significa que a pessoa é pobre, está sem grana.
"O CANTO DO CISNE". Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer. A expressão "canto do cisne" representa as últimas realizações de alguém.
Sem mais delongas!!!!
Abraços

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